Karin Roepke
Atriz
e criadora brasiliense.
No papel, Karin Roepke se formou arquiteta. Na prática, a arte chegou primeiro: sapateado e dança desde criança, palco ainda na adolescência e uma carreira artística que começou antes do diploma. Em 1995, ainda estudante, ela já se apresentava como dançarina e sapateadora dos Grupos Tap e Street Jam em Brasília, e estreou como atriz na peça Um Juiz de Paz na Roça. Entre plantas, projetos e aulas de cálculo no UniCEUB, a arte falava mais alto. A formatura em Arquitetura e Urbanismo, em 2004, foi o ponto final de uma vírgula longa. Depois dela, vieram as malas e uma escolha consciente.

20+
ANOS DE CARREIRA
10+
ESPETÁCULOS DE TEATRO
15+
PRODUÇÕES NO CINEMA E TV
30+
ANOS DE FORMAÇÃO CONTÍNUA
Formação em movimento
Karin foi para São Paulo logo após se formar. Lá, entrou para a Escola de Atores Wolf Maya, onde estudou entre 2005 e 2007. Foi nesse período que pisou nos palcos dos primeiros grandes musicais brasileiros: O Musical dos Musicais e Garota Glamour, ambos com Wolf Maya. Depois vieram Os Produtores e Hairspray, com Miguel Falabella, e A Garota do Biquíni Vermelho, dirigida por Marília Pêra.
A dança sempre foi uma base central. Do sapateado na infância aos estudos de jazz, hip hop e dança de salão ao longo dos anos, Karin construiu uma relação com a cena muito ligada ao movimento e ao corpo. Em Nova York, aprofundou essa formação na Steps on Broadway e no Broadway Dance Center, e trabalhou durante mais de três anos como atriz, cantora e bailarina da Cia Only Broadway, sob direção de Fernanda Chamma. Em paralelo, estudou canto com professores como Marconi Araújo e Renato Bellini, formando uma base técnica que atravessa toda a carreira.
Karin seguiu estudando ao longo dos anos. Em 2018, foi a Madri estudar direção cinematográfica na ECAM. Em 2019, voltou a Nova York para um intensivo de atuação na NYFA. Nos anos seguintes, continuou em formação regular na Academia de Atores Eduardo Melewicz, com cursos de atuação, voz, canto e corpo. O estudo sempre fez parte do ofício.
Do palco à tela
Com uma base construída entre palcos brasileiros e escolas internacionais, Karin começou a carreira no audiovisual. A televisão veio por uma porta importante: Miguel Falabella a chamou para A Vida Alheia, na TV Globo, onde interpretou Olívia. Depois veio Alana em Aquele Beijo, também de Falabella, e uma participação em Dois Irmãos, minissérie de Luiz Fernando Carvalho baseada no romance de Milton Hatoum.
No cinema, transitou por gêneros diferentes. Atuou em Divã a 2, comédia de Paulo Fontenelle, e em A Superfície da Sombra, thriller de Paulo Nascimento filmado em portunhol entre Brasil e Uruguai. Também interpretou Débora em A Fúria, do veterano Ruy Guerra.
No streaming, veio uma personagem de outro registro: Flávia, a vilã de Chuteira Preta, série exibida no Prime Video. A segunda temporada, Chuteira Preta: Jogos Ilegais, chegou em 2024 com uma trama atravessada por apostas, violência e disputas de poder.
Em Área de Risco, suspense exibido pela TV Globo em 2025, Karin interpreta a protagonista Ana, uma ambientalista envolvida em uma história de isolamento, desconfiança e tensão psicológica. No filme, também assina a produção ao lado de Edson Celulari.
Os próximos lançamentos reforçam esse movimento: Garota, comédia dramática de Rosane Svartman com Giovanna Antonelli, e Emmanuel, cinebiografia espiritual de Wagner de Assis, em que interpreta Cláudia Pilatos. Ambos têm estreia prevista para 2027.
A criadora
Em paralelo à carreira como atriz, Karin sentiu vontade de criar suas próprias histórias. Esse movimento ganhou forma em Marilyn, o Ensaio, websérie criada por ela, na qual também interpreta Mary, uma atriz insegura em busca de sua identidade artística.
Inspirada nas cartas de Marilyn Monroe, a série parte de uma figura conhecida mundialmente para falar de algo mais íntimo: a tentativa de uma mulher artista ser vista para além das imagens que projetam sobre ela. O projeto aproxima a Karin atriz da Karin criadora, abrindo espaço para uma pesquisa autoral sobre identidade, julgamento e desejo de reconhecimento.
Hoje, seu trabalho reúne a experiência do palco, a linguagem do audiovisual e uma relação cada vez mais próxima com a criação. Depois de anos entre teatro, televisão, cinema e streaming, Karin segue buscando personagens, histórias e projetos que mantenham viva a mesma inquietação que a levou para a cena ainda na adolescência.